Olá! Eu me chamo Guilherme, sou brasileiro e na data em que escrevo isso (17 de junho de 2026) tenho 25 anos.

Ao longo dos anos, sempre tive um certo fascínio por questões filosóficas. Talvez alguns considerem essas questões como sendo secundárias, mas para mim elas sempre tiveram um papel essencial: pois eu acredito firmemente que a nossa compreensão da realidade muda fundamentalmente a forma como vivemos. E de fato, ao observar o mundo, vemos tantas diferenças de percepções, sentimentos e entendimentos: por que alguns são felizes em seus trabalhos mesmo quando ganham pouco, enquanto outros são tristes mesmo quando ganham muitos? Por que algumas pessoas são confiantes mesmo em meio a todos os seus defeitos, enquanto outros vivem cheios de receios? Por que algumas pessoas aturam situações de sofrimento e ainda saem felizes, enquanto outras escolhem o conforto e no fim se sentem incompletas? Essas questões exemplificam como o nosso entendimento da vida não é apenas algo teórico e distante, mas algo prático que efetivamente molda o nosso relacionamento com o mundo e com as outras pessoas.

Os últimos anos da minha vida foram de grande aprendizado, pois tive a oportunidade de enfrentar diversas questões existenciais diretamente. E embora em alguns momentos tenha sido difícil, também é verdade que no fim das contas encontrei grande satisfação: hoje em dia me considero uma pessoa muito feliz e realizada, mesmo em muitos sentidos eu tendo menos do que eu tinha alguns anos atrás.

Eu devo mencionar, no entanto, que não é minha intenção me considerar uma espécie de “professor” ou “blogger”. Primeiro porque não me sinto qualificado para isso, dado que ainda cometo muitos erros e tenho muitas inclinações para continuar cometendo erros todos os dias. E segundo porque tais rótulos tornariam meus textos menos autênticos, pois eu haveria de me preocupar mais com questões secundárias como a imagem pública do blog; de fato, não é minha intenção que esse blog seja famoso, e pelo mesmo motivo também pretendo revelar o mínimo possível da minha identidade. Meu objetivo com esse blog é um pouco mais “egoísta”: eu acredito que estruturar e formalizar minhas reflexões vai ser um próximo passo em aprofundar esses meus entendimentos sobre a vida. E, de fato, nos últimos meses venho fazendo isso com papel e caneta, mas, além de ser menos prático do que digitar no computador, acredito também que alguma parte do meu coração no fundo deseja que essas reflexões sejam úteis para outras pessoas—talvez meu objetivo aqui não seja tão egoísta no final das contas. De qualquer forma, considere-se avisado que o objetivo primário aqui não é fazer um blog com conteúdos profissionais e com alto nível de confiabilidade; em vez disso, visualize esse ambiente como um pedacinho da minha mente falível que você recebeu acesso, e cujos pensamentos eu espero que sejam de alguma serventia mas não consigo dar garantia,

E por fim, mas não menos importante, eu não pretendo ocultar o fato de que acredito firmemente que a religião desempenha um papel fundamental nessa busca pela verdade. Pois embora a filosofia pura tenha grande serventia, também é fato que eventualmente precisamos dar saltos se quisermos chegar em conclusões definitivas; esses saltos, embora não contradigam de forma nenhuma tudo aquilo que deduzimos por meio da razão, também não podem ser deduzidos apenas pela razão pura. Alguém poderia pensar que, diante desse problema, a solução é evitar viver com base nessas conclusões definitivas, e em vez disso permanecer sempre “em cima do muro”—mas eu pergunto, é realmente possível viver dessa forma? É possível viver como se a moral fosse relativa, ou como se a existência inteira fosse meramente uma questão de perspectiva? Alguns diriam que sim, mas, ao se depararem com questões práticas bem na sua frente, precisam tomar decisões—e nesses momentos eles dão um salto, seja para um lado ou para o outro do muro. Portanto, não pretendo ocultar o fato de que sou católico, mas não porque escolhi essa religião como um rótulo apenas para me identificar, mas porque acredito firmemente que a busca pela verdade é importante, e que a religião correta reflete fundamentalmente a essência da realidade, que no fim das contas corresponde a essa verdade que tanto queremos atingir. Assim, algumas das reflexões podem adquirir um tom mais teológico, porém tentarei evitar mencionar explicitamente as doutrinas da Igreja (pois, novamente, há pessoas mais adequadas do que eu se é isso que você quer aprender), mas algum tipo de sobreposição pode ocorrer: afinal de contas, sendo a verdade objetiva, e se de fato o catolicismo corresponde à essencia da realidade como eu acredito corresponder, então qualquer tentativa de entender a verdade eventualmente cairá no catolicismo, mesmo que essa tentativa tenha ocorrido por vias não religiosas—e se isso por um acaso não ocorrer, está tudo bem: terá sido provado que o catolicismo é falso, mas meu apego nunca foi com o rótulo do catolicismo e sim com a verdade, pela qual a busca continua.

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