Às vezes, por questões disciplinares, precisamos nos forçar a fazer coisas que não desejamos, e esses momentos podem ser desconfortáveis. No entanto, algo importantíssimo de se perceber é que tudo aquilo que é bom não pode causar desconforto, e, se o causa, então esse desconforto não está na ação mas na nossa vontade desordenada. Assim, esses momentos, quando causam desconforto, são sempre de forma “transitória”—causarão desconforto até que o momento tenha durado o suficiente para reorientar nossa vontade. E é por causa disso que o princípio “não faça o que goste, mas goste do que faz” funciona.