Perfeição
Um trabalho nos satisfaz melhor à medida que fazemos o nosso melhor para executá-lo da melhor forma que sabemos ser possível. Essa perfeição, embora raramente possível de se atingir por completo, é desejável ao menos no campo das intenções, pois, embora possamos mentir para os outros, não podemos mentir para nós mesmos: se fazemos um trabalho de forma muito abaixo daquilo que sabemos que é a nossa capacidade, saberemos disso, e assim o trabalho não nos satisfazerá por completo, pois essa satisfação vem parcialmente daquilo que é produzido, e dessa forma não realizaremos aquilo que é a nossa vocação.
Para que um trabalho seja realizado da melhor forma que possivelmente conseguimos, é desejável que se coloque todo o nosso foco naquilo. Um dos grandes problemas hoje em dia é como nossa mente anda distraída e, assim, fazemos cada coisa sempre pensando na próxima. É imprescindível que deixemos o futuro ser o futuro, e nos preocupemos exclusivamente com aquilo que estamos fazendo naquele momento. Se desejamos planejar o futuro, então que seja essa a nossa ação do momento, e não outra disfarçada.
E por fim aviso para um outro perigo: o perigo dos “metapensamentos”. Pensar sobre o ato de pensar também é pensar, e também é uma forma que o nosso foco se desvia do trabalho atual.